E não teria graça se houvesse roteiro nessa nossa peça.
Realmente não teria graça nascer sabendo os acertos e os erros que cometeríamos. Adiantaria nosso lado, é claro, saber onde mora a criatura pela qual perderemos a cabeça. Ah! Isso seria bom.
Tem um porém, não aprenderíamos com os desamores. Não haveriam as desilusões e então as voltas por cima. Não basta mesmo, viver atalhando o caminho. Empurrando com o pé a sujeira num canto da sala. Gosto dessa coisa de morder o lábio de tanta felicidade. De falar palavrão ao esbarrar num móvel. Gosto dessa coisa humana de se perder. De fechar o olho e apostar as fichas.
Realmente o que nos move é o descobrir.
Descobrir que gostamos mais de sorvete de banana do que de chocolate.
Que não era a pessoa certa. Que todos, indiscutivelmente, erram. Que nem todos perdoam. Que nem todos se permitem. Que temos um coração. Que é melhor abri-lo. Descobrir que sorrir é bem melhor. Que amar é bem melhor. Que se molhar é bem melhor.
Não teria graça nascer com manual de instruções.
Abre os olhos pra tanta coisa boa. Agarre o que você mais gosta.
Abre os olhos pra tanta coisa boa. Agarre o que você mais gosta.
Celebre o inevitável e o imprevisível.
Jogue fora esse roteiro velho e surrado que existe na gaveta. Celebre o fascinante ato de descobrir [...]
Sílvinha Sassi*
"Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos."
[Fernando Pessoa]
1 comentários:
Não concordo com esse seu texto a cima redigido:"Abre os olhos pra tanta coisa boa. Agarre o que você mais gosta..." isso você nunca fez não é mesmo?!Percebo em suas palavras,em todas que você escreve, sonhos, planos, me parece que você faz uma busca diaria a algo, uma tentativa diaria...talvez de ser feliz eu suponho.
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